A PetroRio fechou o segundo trimestre deste ano com um lucro líquido de R$ 70,6 milhões, o que representa um aumento de 49,8% em relação a igual período de 2017. Já a receita líquida da petroleira subiu 54% e atingiu R$ 239,4 milhões, o melhor resultado trimestral da história da companhia.

A empresa atribui os ganhos ao resultado operacional, que foi beneficiado pelo aumento dos preços do barril do petróleo no mercado internacional. A valorização compensou até a queda da sua produção da commodity.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização na sigla em inglês) da PetroRio atingiu os R$ 85,8 milhões, alta de 30% frente ao segundo trimestre de 2017, enquanto o lucro operacional cresceu 132%, para R$ 118,4 milhões.

A companhia destacou que encerrou o trimestre com uma “posição robusta de caixa”, de R$ 722 milhões, “o que dá à PetroRio suporte à estratégia de expansão por meio de aquisições”.

A petroleira possui dois ativos em fase operacional. A empresa opera, com 100% de participação, o campo de Polvo, na Bacia de Campos, e detém uma fatia de 10% no campo de gás natural de Manati, na Bacia Camamu-Almada.

As receitas com Polvo totalizaram R$ 211,4 milhões, aumento de 61,9% frente ao segundo trimestre de 2017, mesmo tendo a produção recuado 11,8%, para uma média de 8,7 mil barris diários de petróleo. Segundo a empresa, o aumento das receitas é atribuído, em parte, à valorização do preço do barril do petróleo e ao câmbio favorável.

A produção do campo tende a crescer no terceiro trimestre. Desde abril, a PetroRio está investindo na perfuração de novos poços na área de concessão, como parte do projeto de revitalização do campo maduro, que já se encontra em fase de declínio natural.

Em julho, por exemplo, o volume produzido em Polvo chegou a 9,5 mil barris/dia. A partir de agosto, a empresa conta com dois novos poços em produção – que representam um aumento de mais de 50% na produção diária do campo.

Manati, por sua vez, contribuiu com receitas de R$ 28 milhões no segundo trimestre, um crescimento de 12,2%. Houve um aumento de 9,3% na produção de gás natural, para 447 mil metros cúbicos diários, como reflexo do crescimento da demanda.

O campo é operado pela Petrobras, com uma participação de 35%, em sociedade com a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), com uma fatia de 45%, e GeoPark, com 10%.

Fonte: Valor Econômico

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